
Este é o titulo do artigo da Revista diVino , edição10 ano II, por Carolina Hanashiro, que fala sobre o uso de barricas por três especialista: a enóloga Leandra Felippeto, do Enoblogs Alexandre Frias e o enófilo e sommelier Álvaro Cézar Galvão. Parte deste artigo esta abaixo, porém vale à pena lê-lo na integra.
“Qual a função do barril? O uso do Barril durante a elaboração do vinho tem, pelo menos, duas razões: prover a bebida de diferentes aromas e auxiliar na sua estabilização. “ A passagem do vinho por barricas de carvalho faz com que o produto adquira aromas próprios da madeira e, dependendo de seu grau da tostagem, outros aromas são conferidos à bebida, desde o de baunilha até alguns mais intensos, como o de café e o de pão torrado”, diz Leandra. “Um segundo motivo para a passagem do vinho por barricas é auxiliar na sua estabilização, pois esse processo permite que o vinho respire através dos microporos da madeira. Isso se chama micro-oxigenação e, durante esse processo, as moléculas de oxigênio que penetram na madeira e alcançam o vinho se ligam aos taninos mais rústicos e pesados, fazendo com que eles se precipitem no fundo da barrica” O que isso representa? “Com os taninos suavizados, o vinho resulta menos adstringente e mais agradável na boca, sua cor ganha mais intensidade, e seus aromas e sabores, mais complexidade”, explica Frias.
…Muitas madeiras já foram testadas, mas só carvalho apresenta características imprescindíveis para o amadurecimento e a maturação do vinho, devido suas propriedades mecânicas (dureza e flexibilidade), físicas (porosidade) e químicas (composto volátil cis-metil-octalactona, que passa ao vinho aromas agradáveis)….” Também há variações da tostagem da madeira e o uso de um tipo ou de outro depende da proposta do enólogo”, diz Galvão.” Pag.94-5.
















