
Eu amo o Natal! Para mim ele está associado ao bom velhinho, árvores coloridas, muitas luzes, a família reunida, a minha italiana, do tipo que esta sempre junta, do tipo que quando um tinha dor de barriga todo mundo tinha, solidariedade. Minha avó paterna preocupada em fazer a “cufa”, um doce muito parecido com o panetone, minha avó materna os doces em que a massa e a calda eram feitas a base de vinho, que nos chamávamos de “canaricoli”(dialeto) , também conhecido como “struffoli”, e nosso avô sempre preocupado na escolha do vinho tinto e o de sobremesa, até porque ele não ficava sem uma taça todo dia no almoço. A criançada correndo… a expectativa era montarmos a árvore juntos e ansiosos pelos presentes, que muitas vezes era surpresa. Sete primos crescendo juntos; colégio, viagens, férias, clube, dá para entender a explicação da família sempre unida?
Lembrando de tudo isso, nossa prima mais nova, hoje mãe de dois filhos pequenos lindos, tinha uma forma pouco saudável em conseguir as coisas, depois de insistir muito quando queria alguma coisa chantageava: “Vou vomitar!” (desculpem!!!!!!) E conseguia as duas coisas, toda a criançada nesta hora corria para longe. Nos, os pequenos, conseguimos curá-la, em outro momento conto como. No último Natal lembramos muito destas histórias, pois seu filho repetiu a situação, aí por comer demais nossos docinhos de Natal feitos agora pela nova geração de avós.
O “canaricoli”, feito a base de vinho, da uva Malvasía, nos remete a relação saudável com o vinho, lembranças doces e felizes.

















