
Um trabalho longo, em uma época do ano onde as manhãs são frias, gelo e humidade são fortes, devagar vai-se realizando, para poder terminar a tempo, quando a planta volta a despertar.
É um trabalho onde a experiência e o conhecimento das qualidades e características da terra e o vinhedo adquirem uma grande importância para sua correta execução. Sem dúvida é o primeiro fator de como orientar a qualidade da uva da seguinte vindima.
O segredo da poda esta em conseguir que a planta mantenha uma carga ótima: um numero de cachos limitado para que não afete a qualidade da vindima.
A poda determina a forma da planta e sua morfologia externa, por isso quanto menos gemas tem uma videira, mas forte será esta e melhor resistirá aos rigores dos climas frios, como as geadas. A poda, fundamentalmente, realiza-se no inverno que é quando a seiva não circula. Às vezes é necessário uma segunda poda chamada de poda verde e que se realiza ao começo da primavera, caso tenha crescido muitos os brotos da videira.
Os métodos de poda usados em nossa comarca são fundamentalmente dois:
Em “vaso”, numero de cepas por hectare: é a menos utilizada, consiste em formar cepas baixas com três ou quatro braços com polegar (pedaço de sarmento com um numero variável de brotos que se deixa ao podar a cepa). Presente na maioria dos vinhedos com mais idade.
Em “cordón”: se consegue um caule bem longo, braços curtos que terminam em sarmentos com um par de brotos.
Por Gonzalo Sáenz de Samaniego Berganzo
Fotos: Bodegas Ostatu
Este trabalho começa, quase sempre, em dezembro quando é inverno na Espanha.
A su Salud!

















