
É divertido ouvir a discussão sobre os taninos de um vinho, de tudo se ouve um pouco, “taninos redondos”, “suaves”, então nada melhor que desvendar o dito do não dito.
Os taninos são substancias provenientes da pele, pedúnculos, engaço, sementes da fruta e também da madeira pelos quais passaram na sua elaboração.
A presença dos taninos é que faz a diferença entre um vinho branco e um tinto, é ele que nos conta a maturidade da uva, ou seja, se foi colhida no tempo certo e como foi tratada.
Consideremos que este vinho teve uma má colheita, ou doença, defeito na elaboração ou algum outro problema, a baixa qualidade deste vinho vai ser sentida pelo seu sabor adstringente e amargo, de textura granulosa.
Taninos maduros são sedosos, transparentes e suaves, levam o seu magnífico sabor até o final na passagem pela boca e revelam que todo o potencial da uva foi aproveitado, com um método suave e atento a cada momento da evolução do vinho durante sua elaboração.
O equilíbrio da doçura, acidez e amargor é que dará equilíbrio a um vinho complexo, lembrando que o teor alcoólico é conseqüência do açúcar residual do fruto e do nível dos ácidos e taninos amargos.
Depois de toda esta teoria, propomos a parte prática, bebendo um bom vinho aos poucos, sentado, com uma boa música e com uma boa companhia. Para isso, sugerimos o Nita.
A su Salud!
Fontes de referência: Vinhos – A. Dominé, Ed. DINALIVRO, 2006.
Guía Peñin 2009.
Vino de Angeles.
Foto: Bodega Casado Morales
















